Não é Natal mas podemos ajudar, né?

14 de janeiro de 2010

Como visto nos noticiários recentemente, as chuvas no Brasil e o terremoto no Haiti deixaram milhares de vítimas.

Nós, como cristãos devemos sim orar, twittar e por que não DOAR?

• Haiti
Banco do Brasil
Agência: 1769-8
Conta corrente: 5113-6
Favorecido: VIVA RIO DOAÇÕES
CNPJ: 00343941/0001-28

• Angra dos Reis
Banco do Brasil
Agência: 0460-x
Conta Corrente nº 74500-6,
Favorecido: Prefeitura de Angra - Calamidade Pública.

• São Luiz do Paraitinga
Banco do Brasil
Agência: Taubaté 0076-0
Conta Corrente : 202020-3

Caixa Econômica Federal
Ag. Taubaté Mazzaropi 2898
Tipo de depósito 006
c/c 12-2

Veja aqui os postos de arrecadação para São Luiz do Paraitinga. São necessários urgentemente – material de limpeza, material de higiene pessoal, água potável em pequenas quantidades (garrafinhas e de no máximo 5 ou 10 litros), sacos de lixo grossos (aqueles pretos) e ferramentas (pá, enxada, carrinho de mão).

Que tal usar o seu dízimo por um tempo pra ajudar alguma dessas causas? Colabore se puder e assim esperamos que os responsáveis pela administração do dinheiro e distribuição das doações faça de forma justa.

~ Carolina Sertório

4 dicas para 2010

27 de dezembro de 2009

Abaixo segue uma lista de coisas que tentarei fazer em 2010. Não, você não encontrará coisas como “perca peso” ou “leia a bíblia inteira em um ano”. Convido-o a perdoar-me de antemão pela longitude do texto. Acompanhe.

1) Torne-se mais interessante

É incrível: sempre que se chega a uma rodinha de crentes conversando, o assunto em pauta ou é algum babado do mundo gospel ou alguma polêmica bíblica. Quanto às primeiras, pouco tenho a dizer. Já as segundas limitam-se ao pode-não-pode (tatuagem, “pilcin”), traduções da Bíblia e previsões medievalescas sobre o fim dos tempos. É triste, mas poucos conseguem conversar mais do que cinco minutos sobre algum assunto diverso. Termina-se em constatações remelentas como “É, é que eu não sei muito sobre o assunto” ou “nunca pesquisei muito sobre isso”. Parece que instalaram internet ontem na casa do sujeito e wikipédia, meu amigo, é luxo.

Não incito ninguém a conhecer apenas para se exibir. Primeiro porque você seria excomungado da rodinha como nerd (por mais que isso esteja na moda, e crente adora moda), e segundo porque isso não é algo a se fazer sozinho. Conhecimento se constrói com debates e pesquisas, é definitivamente algo a ser compartilhado.

O que você sabe? O que você gosta de fazer? A solução do século XXI parecem ser os blogs. Acompanhe blogs de assuntos que você gosta, compartilhe os links com amigos que tem gosto em comum. Não siga apenas blogs de generalidades, tais como o Pavablog (que não deixa de ser bom, mas é muito abrangente). Decida ser profundo.

2) Mude o (seu) mundo

Tem vontade de fazer missões na África, consolar as vítimas da guerra infinita na Chechênia e dar uma vida melhor àqueles que perderam tudo no último tremor que rolou no sudeste asiático? Infelizmente nem todos teremos a oportunidade de ir para tão longe assim.

Enquanto não ganhamos na loteria (pra bancar aquele curso maroto na Jocum), podemos ser cristãos aqui também, em nossas casas e bairros.

Coisas simples: troque lâmpadas, repinte muros pixados, visite asilos e orfanatos, lave a louça pra sua mãe, faça uma surpresa pra alguém.

Se fizéssemos metade disso, será que já não teríamos uma vida de “evangelismo” quase integral?

3) Conheça mais pessoas (que estão ao seu redor)

Tudo bem, eu sei que no fundo você morreria feliz se conhecesse a boyband do momento pessoalmente. O porteiro do seu prédio quiçá não tem um penteado tão selvagem, mas ele até pode ser um cara legal. Se nossas relações com algumas pessoas se prendem ao “bom dia/boa noite”, está na hora de repensar algumas coisas.

O fato é: podemos ir facilmente além. Pergunte seu nome, como vai a família, tome um café na padaria com ele. Acredito que viveríamos imensamente melhor se tivéssemos relacionamentos menos fantasmagóricos com as pessoas. Pessoas simples, contraditórias e pecadoras, como nós.

Além disso, algo similar pode ser feito na sua própria família. Sabe aquelas histórias que sua avó não cansa de te contar? Ou fatos sobre sua infância que só sua mãe sabe? Algo legal a se fazer é documentar essas histórias em algum lugar. Num caderno ou no PC mesmo. Quando seus filhos clamarem por uma história inédita antes de dormir, você terá uma boa fonte de aventuras para saciar os pequenos. E mais, poderá estar construindo uma tradição invisível no seio da sua família, que pode perdurar por algumas gerações.

4) Ore por todos (até mesmo pro cabeleireiro da Ana Maria Braga)

Quem aqui orou pelo menino cujo corpo estava perfurado por dezenas de agulhas? Quem orou por quem perdeu tudo nas costumeiras enchentes de fim de ano? Quem orou pela família do menino Sean, que foi usado como moeda de troca do governo brasileiro? Quem orou pra Glória Maria voltar pro Fantástico?

Eu, sinceramente, não. Entre uma garfada e outra na ceia de Natal, o único sentimento que esses assuntos causaram em mim foi raiva. Nem ao menos em tão católica apostólica data poderíamos ter um pouco de paz, pombas?

Ironias a parte, depois me peguei imaginando como Jesus, ou qualquer apóstolo mais roots dele, oraria hoje, na era da comunicação. Acho que podemos incluir na nossa quase extinta “vida de oração” assuntos que estão sendo mostrados na televisão e na internet, por mais sensacionalistas que sejam. Oremos não apenas pelos que sofreram, mas pela vida de suas famílias e até mesmo pela vida de quem cometeu o crime. Afinal, já não importa mais o que aconteceu, cabe a clamar para que todos conheçam, sejam consolados, julgados e reaproximados d´Ele.

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Concluo pedindo clemência por não citar versículos bíblicos para cada dica. Use seu senso natural de justiça para colocar qualquer coisa aqui posta em prática.

E você, tem alguma sugestão pra 2010?

abraços!
~ Willian S.

2 anos falando menos e fazendo mais

22 de dezembro de 2009

Se há dois anos eu realmente soubesse como seriam esses anos de ONE DAY eu desistiria.

Vamos lá, sejamos sinceros. Somos seres extremamente egoístas, colocamos nossos “achísmos” a frente de tudo – Eu acho isso, acho aquilo… – Não é?

E se eu imaginasse que estaríamos aqui hoje, nos acharia incapazes (E me acharia mais incapaz ainda) para enfrentar o que enfretamos. E não, nem sequer somos super heróis, lutando contra todos os desafios sociais.

Nós, seres humamos, meros ”achadores” de sua “achada” realidade.

Mas o que me deixa mais impressionada é como Deus é extremamente inteligente. Uma criança quando nasce não sabe como são seus pais, não tem idéia como será sua casa, não sabe com quem vai morar. Mas ela está lá, crescendo, convivendo e se relacionando com esse mundo totalmente novo, essa criança não sabe o que a espera. Mas, e se soubesse? Será que as coisas seriam melhores?

O processo, esse relacionamento, ele é o grande responsável por nos fazer crescer. E a cada etapa ele nos faz continuar sem precisarmos – nem mesmo querermos – saber o que nos espera.

Fé? Sim, também. Mas o amor que se constrói nesse processo difícil e árduo de relacinamento é o que nós faz acreditar, desejar ter fé e, ás vezes, possuí-la.

Há dois anos, talvez não tivesse coragem de passar pelo processo. Dois anos depois, aprendemos a achar menos e fazer mais.

A criança começou a andar, e por mais difícil seja o caminho, ela não troca sua casa por nada.

Agradeço a Deus por esses anos. Agradeço pela vida de cada um que deixaram o seu próprio eu e ”achísmos” para cumprir aquilo que Deus colocou em nossos corações.

E vamos lá!

~ Ana Carolina Silveira

Gente, como a gente

21 de dezembro de 2009

Fotografia de TOM STONE

1. Quando Ele desceu do monte, grandes multidões o seguiram.
2. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o de joelhos e clamou: “Senhor, se é da tua vontade podes purificar-me!”
3. Então, Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: “Eu quero. Sê limpo!” E no mesmo instante ele ficou purificado da lepra.
4. Em seguida, disse-lhe Jesus: “Veja que não digas isto a ninguém, mas segue, mostra teu corpo ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho.

Mateus 8 (Versão King James)

Todos os dias, ao sair do trabalho, pego um ônibus que anda por toda a 23 de maio, até me deixar no metrô Anhangabaú.

Nesse meu trajeto diário, tenho observado, nos últimos dias, uma cena curiosa e incomodante.

Debaixo de um viaduto, vejo um grupo de mendigos tomando banho. Vejo baldes cheios de água e sabão. Eles tomam banho ali, na calçada da 23 de maio entre a Fecap e o Anhangabaú, aos olhos de todo mundo. Não estavam nus, mas tomavam banho como tomam os famosos instantâneos no Big Brother, tomando o cuidado de não deixar aparecer suas partes íntimas.

Vi também uma moço passando até creme hidratante. Havia numa sacola outros produtos de higiene pessoal, como desodorante e sabonete.

Isso me trouxe à realidade de que moradores de rua tem exatamente as mesmas necessidades que nós, que temos um lugar confortável aonde repousar.

É claro que eu sabia disso, como todos sabem, mas é como se uma venda tivesse sido tirada nos meus olhos, e agora eu pudesse enxergar as coisas como elas realmente são.

Há um tempo, vi na televisão um comercial em que uma criança apontava insistentemente para seu pai um mendigo que estava sentado na calçada, mas o adulto não conseguia enxergá-lo de modo algum.

E é assim mesmo que as coisas funcionam.

Somos como esse pai, que já não consegue mais ver a miséria que está à sua frente. Desviamos de um morador de rua como quem desvia de um poste; contornamos-os, cheios de sacolas na frente de um shopping às vésperas no Natal, como quem contorna um carro que atrapalha o caminho.

Fazemos isso, porque não fomos feitos para lidar com esse tipo de situação.

Fomos feitos para desfrutar do melhor que nos foi colocado à disposição, há milhares de anos.

Mas aí, a humanidade se desviou por onde não devia, e aqui estamos.

Não fomos feitos para isso, então isso nos desconforta, fazendo com que fujamos ao máximo dessas pessoas.

A realidade é que eles são humanos, como nós. Feitos de carne e osso. Tem os mesmos órgãos que nós e, consequentemente, as mesmas necessidades.

Eles são iguais a nós, como eram os leprosos nos tempos bíblicos.

E os tratamos como tratavam aos leprosos na época, como se fossem serem perigosos à nós ou invisíveis.

Mas Jesus, em mais um de seus atos de amor, curou aquele leproso.

E nós, que hoje somos mãos e pés dEle aqui na terra, o que temos feito? Que atos de amor temos demonstrado aos que se encontram em situações adversas?

Que nós possamos ser mais parecidos com Ele, e que façamos o que nos pediu e tanto demonstrou: amor ao próximo, amor ao nosso semelhante.

Que não sejamos tomados por um sentimento piegas natalino, mas que possamos, durante todo o ano, ver, sentir e amar como crianças, inocentes e puras. Pois delas é o Reino dos Céus.

~ Caroline Silva

Qual a real importância da sua Igreja para o seu bairro?

13 de dezembro de 2009

oficina

“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los à salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

Art. 227 da Constituição Federal

O  Artigo 227 da Constituição Federal fala do dever da família, sociedade e do Estado em relação à criança e ao adolescente. Mas nós, como Igreja de Cristo, temos como papel fundamental transformar a sociedade também nessa questão – algo que parece ter saído da lista de prioridades dos “crentes”.

A mobilização de início pode até ser “assustadora”, mas com o pouco que possuímos já é possível fazer algo para transformar a vida de alguém integralmente: não só a parte espiritual como também a social.

E com esse objetivo, nos dias 24 de Outubro e 14 de Novembro a equipe do One Day SP realizou na Igreja Evangélica Cristã de Suzano um trabalho com crianças entre 6 e 14 anos. Foram feitas oficinas (Desenho, Inglês, Dobradura e Colagem) pelos próprios membros da equipe, as quais foram finalizadas com lanche.

Foi uma grande experiência e somos gratos por todo o apoio dado pelos membros da Igreja. Com alegria anunciamos que o projeto terá continuidade em 2010, com mais oficinas e outras programações entre elas.

Em breve postaremos mais novidades.

Abraços
Carolina Sertório (Líder SP)

Inauguração

12 de dezembro de 2009

Após meses de trabalho, finalmente colocamos o site no ar. Se você não entendeu por que o layout é simples assim, o “ministério” de design recomenda uma preciosa leitura.

No entanto, pedimos (mais!) um pouco de paciência, pois ainda estamos colocando a casa em ordem.

Neste espaço, pretendemos postar textos e experiências do nosso dia-a-dia no One Day, assim como matérias que sejam de interesse geral. Se você faz parte do One Day e quer colaborar com o blog, entre em contato com a Carol (a do Rio ou da de SP) para maiores informações.

Não se esqueça de seguir nosso Twitter.

Um grande abraço,

Willian S.